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Do ponto de vista do visitante, eventos corporativos muitas vezes são descartados por falta de apelo na abordagem e pela concorrência com inúmeros outros convites e demandas. Quanto mais selecionado o público, mais bombardeado ele é por informações, e mais difícil é atrair sua atenção.
Nas mãos de um empresário ou executivo ocupado, um convite que não vende bem a idéia da ação pode simplesmente ir parar na lata de lixo. Outro, que passa bem sua mensagem, mas oferta um evento que não se diferencia tanto dos demais, corre o risco de também ser ineficiente. Quando não se junta ao primeiro na lata de lixo traz para a ação visitantes de perfil diferente do planejado, como assistentes e estagiários.
Penso que evitar essa situação requer habilidade para destacar-se da média. Para juntar tomadores de decisão em uma sala para ouvir sobre um novo negócio ofertado, por exemplo, é importante despertar atenção através de diferenciais pertinentes a essa audiência. Associar a reunião a um workshop de enologia ou gastronomia com especialista da área pode ser a bossa a mais que toca esse público da forma esperada. E ainda que nesse tipo de abordagem o aprofundamento técnico não encontre espaço, o ganho com o início de um relacionamento significa a oportunidade de abrir portas para negociações mais diretas em um futuro encontro.
Tornar um evento uma experiência que causa algum tipo de encantamento é sair da mesmice e assim posicionar-se um passo a frente de boa parte das informações que bombardeiam audiências seletas. Tocar essas pessoas de maneiras inusitadas faz toda diferença.
