Eventos e festas corporativas são o tipo de acontecimento onde invariavelmente pipoca, entre convidados que interessam, gente “nada-a-ver”.
Por gente “nada-a-ver” entendo tanto bicões quanto aquele assistente do assistente que apareceu com o convite do chefe que confirmou a presença mas desistiu. A proliferação dessa fauna indesejada varia dependendo de fatores que vão da publicidade e do tamanho da festa à facilidade de penetrar onde não se é aguardado. Uma vez dentro do evento é mais fácil se camuflar, e como nem sempre esses personagens têm muita familiaridade com o tema do encontro, seus destinos ideais tendem a ser o buffet, o bar e os kits de brindes.
Conheço organizador que se incomoda severamente ao perceber a presença desses intrusos e faz a linha Cicarelli no castelo de Chantilly. Quando não chega ao extremo de expulsá-los, ao menos pede à segurança que fique em cima, nega sacolinha de lembrança, e por aí vai. Dependendo do perfil da ação (e do bicão), entendo e assino em baixo. Em outros casos, porém, acho mais adequado simplesmente deixar passar batido. Penso que quem nega voucher de sorteio ou catálogo acaba em certo ponto fomentando marketing negativo. E mais perigoso ainda é barrar acompanhante de convidado ou colocar pra fora gente que não se sabe exatamente quem é.
Os anos de experiência baladeira, tanto de um lado da história quanto do outro, fizeram com que eu acredite que a virtude está em uma postura ponderada, que avalie cada situação isoladamente. Afinal, organizador que dramatiza e mete os pés pelas mãos é, também, “nada-a-ver”.





Essa semana estive em uma feira que é bastante comentada dentro do setor que ela atua. Não visitava essa feira desde 2008 e achei que ela mudou bastante. Está mais bonita e os expositores estão com estandes cada vez mais elaborados, embora a feira não tenha aumentado muito de tamanho.