Publicado por: Marcio Ramos | 03/09/2010

Questão de timing

(Imagem: reprodução)

Você pensou em conferir o Festival de Inverno de alguma cidade serrana e quando se deu conta todos já haviam sido encerrados? Já leu algo positivo sobre um filme, pensou em assisti-lo e quando percebeu ele não estava mais em cartaz? Alguma vez conheceu um espaço incrível e inusitado, cogitou organizar uma festa ali, e quando retomou a idéia a locação já estava batida, passada? Eu já.

Essas comidas de bola podem ser justificadas de diversas maneiras, indo da falta de tempo na agenda até a velocidade na qual os cenários se transformam. Fato, porém, é que quando um evento passa ou um assunto deixa de ser pertinente, já era. Não adianta insistir, pois o resultado acaba geralmente ficando aquém das expectativas.

Um exemplo recente, por aqui, é o post que pensei em escrever na semana passada. Ainda na antevéspera da data agendada para subir meu texto no blog, eu rabisquei algumas idéias no bloquinho de notas enquanto voltava da academia para casa. Pensei em discorrer sobre os diversos shows e festivais musicais que São Paulo promete abrigar nos próximos meses e achei interessante fazer um pequeno paralelo com o final da badalação de verão no hemisfério norte. Guardei os tópicos anotados para desenvolver na noite seguinte. Too late.

Antes mesmo de ser criado, meu post ficou datado. Perdeu seu momento porque ainda na manhã de quinta-feira, véspera da data do upload das minhas divagações, li outros dois textos que tratavam do mesmo assunto. Um na Folha de São Paulo e outro nesse blog, ambos tratando com qualidade dos mesmos pontos que eu pretendia tomar para mim, por horas usando até as mesmas referências.

Saber abrir mão do Festival de Inverno, do filme e do texto sobre os shows é exercício de desapego necessário quando se perde o timing. Ainda mais quando essa perda é inevitável. Quase foi o caso desses parágrafos que termino. Seriam publicados antes do horário de almoço, não fosse uma dor de garganta irritante entrar no caminho e tornar prioridade uma visita ao pronto socorro. Já recomposto, aproveito para fazer o upload dessas divagações enquanto elas ainda fazem sentido.

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Publicado por: Marcio Ramos | 20/08/2010

Dance like no one is watching you

(Foto: reprodução)

Em tempos de bombardeio de referências, até as redes sociais podem oferecer inspiração quando falta assunto para o post do blog. E, dependendo da pegada do conteúdo encontrado, vale compartilhá-lo na integra a fim de divulgar boas idéias.

Luiz, o amigo de faculdade que faz das baladas um negócio, postou no Twitter e no Facebook o link que segue abaixo. Trata-se de texto escrito pela Natacha, que não conheço mas chegou com propriedade, discorrendo sobre dança e “o verdadeiro espírito das festas”.

Dance like no one is watching you.

Publicado por: Marcio Ramos | 13/08/2010

Tocando a audiência

(Foto: reprodução)

Do ponto de vista do visitante, eventos corporativos muitas vezes são descartados por falta de apelo na abordagem e pela concorrência com inúmeros outros convites e demandas. Quanto mais selecionado o público, mais bombardeado ele é por informações, e mais difícil é atrair sua atenção.

Nas mãos de um empresário ou executivo ocupado, um convite que não vende bem a idéia da ação pode simplesmente ir parar na lata de lixo. Outro, que passa bem sua mensagem, mas oferta um evento que não se diferencia tanto dos demais, corre o risco de também ser ineficiente. Quando não se junta ao primeiro na lata de lixo traz para a ação visitantes de perfil diferente do planejado, como assistentes e estagiários.

Penso que evitar essa situação requer habilidade para destacar-se da média. Para juntar tomadores de decisão em uma sala para ouvir sobre um novo negócio ofertado, por exemplo, é importante despertar atenção através de diferenciais pertinentes a essa audiência. Associar a reunião a um workshop de enologia ou gastronomia com especialista da área pode ser a bossa a mais que toca esse público da forma esperada. E ainda que nesse tipo de abordagem o aprofundamento técnico não encontre espaço, o ganho com o início de um relacionamento significa a oportunidade de abrir portas para negociações mais diretas em um futuro encontro.

Tornar um evento uma experiência que causa algum tipo de encantamento é sair da mesmice e assim posicionar-se um passo a frente de boa parte das informações que bombardeiam audiências seletas. Tocar essas pessoas de maneiras inusitadas faz toda diferença.

Publicado por: Marcio Ramos | 06/08/2010

Atacando de DJ

(Foto:reprodução)

Há algumas semanas comprei a edição mais recente da revista MixMag, porém por conta de um motivo pincelado no meu último post, tempus fugit, só anteontem fui folhear a publicação. Após devorar a ótima entrevista do James Murphy, músico cujo trabalho admiro, bati o olho na coluna da Cláudia Assef, onde li uma frase com a qual concordo muito: Cada pista tem o DJ que merece. Por que? Vamos lá.

Hoje, prolifera um tipo de persona curiosa na noite, a celebridade-DJ. Apesar do nome parecido, trata-se de alguém bastante diferente dos DJs-celebridade. Enquanto esses últimos surgiram na década passada quando fama e atenção alcançaram profissionais geralmente gabaritados, o primeiro apareceu recentemente e virou essa história de pernas para o ar.  Trato aqui daqueles famosos de toda sorte que “atacam de DJ”. Nesse caso o cenário tende a seguir outro tipo de conceito, onde a cena clássica é uma celebridade do primeiro ou segundo escalão fazendo pose para fotos enquanto meramente troca CDs ou deixa algum set pronto rolar.

Postas as diferenças entre esses personagens e os DJs de verdade, que fazem pesquisa musical e vão criando seus sets ao sentir o clima da pista, pondero que ao menos por enquanto há espaço para ambos.

Existe público para as celebridades-DJ. A audiência delas vai de quem consome revistas de fofocas a que vai a uma festa mais interessado em ver de perto determinada personalidade do que em ouvir boa música. Dependendo do perfil do evento, a música realmente torna-se apenas um detalhe menor. E para não me eximir completamente de culpa, busco um exemplo extremo. Acho que até eu teria a curiosidade bizarra de conferir alguém como o príncipe de Gales apresentando seu set em uma balada.

Por outro lado, assistir à apresentação de um artista de trabalho consolidado e que investe em sonoridades que me atraem me motivaria a trocar meu dinheiro por um ingresso por razões bastante diferentes. Ao mesmo tempo, do lado do profissional de eventos, tirar do papel uma festa pautada por curadoria musical séria é algo alinhado a outros objetivos e estratégias, obviamente focado em outro perfil de audiência.

Descontados os atritos entre os dois lados, fato é que cada pista, cada situação e cada projeto tem o DJ que merece. Afinal como diz o ditado popular… “uma coisa é uma coisa, outra coisa, é outra coisa”.

Para fechar, lembro que na mesma revista há o anúncio da ExpoParty, bonito e extremamente merecedor de menção. Vale passar nas bancas conferir.

Publicado por: Marcio Ramos | 29/07/2010

A maratona dos eventos imperdíveis

Segunda-feira à noite o amigo manda torpedo avisando que apareceram convites para a festa fechada com A frequência, NO lugar, dentro de poucas horas. Preso entre a hora extra no escritório e o treino na academia, você só lê o texto no fim da noite quando vai programar o celular para despertar na manhã seguinte. Já era.

No meio da manhã de quarta a ex-colega de trabalho, de quem você gosta, telefona. Intimação para almoço de reencontro da antiga e querida equipe, lá do outro lado da cidade naquele restaurante badalado, no mesmo dia. Isso bem naquela semana em que, para você, não rola estender muito os lunch breaks. O jeito é declinar o convite, com dor no coração.

Vida de adulto paulistano na faixa dos vinte (ou trinta) tem dessas coisas. Muitos eventos, pouca agenda. Essa situação reflete a etapa em que você quer se desdobrar atendendo a diversas demandas pessoais e profissionais. Somando-se a isso há o momento onde o salário já não é tão ruim e é capaz de bancar a vida social sem muito drama. A consequência é um saldo de hiperatividade que, mesmo com pouco espaço para noites com mais de seis horas de sono, não dá conta da quantidade de possibilidades das quais se é obrigado a abrir mão.

Em parte é ruim. Vira e mexe bate aquela ansiedade de querer viver o que há de mais válido e sentir que não há tempo, de querer investir ainda mais no profissional e notar que não rola emendar hora extra com cursos puxados e freelas. Surge o receio de disperdiçar oportunidades, sejam elas de aprimoramento, networking ou pura diversão hedonista.

Por outro lado, existem as compensações. Afinal, é melhor ter convites sobrando do que faltando, fato que faz das renúncias necessárias e das noites em claro partes de uma maratona divertida.

Sendo o saldo positivo, a correria compensa. E por conta disso, você conclui que é hora de encerrar o papo e partir. O telefone toca, e você aposta que do outro lado da linha há alguém pronto para te avisar que a balada mais “imperdível” é a que você está perdendo nesse exato momento.

Publicado por: Marcio Ramos | 23/07/2010

O consumo do design

Acredito que todas áreas englobadas pela comunicação e pelo marketing se cruzam em certos momentos, por isso referências diversificadas são sempre válidas. Dessa forma, hoje uso esse espaço para compartilhar o vídeo de uma entrevista interessante feita pelo canal Globonews, tratando do DESIGN e sua influência no consumo. Espero que curtam!

Publicado por: Andrea Nunes | 12/07/2010

Expo Maurício de Sousa

Uma tendência que percebemos no setor de feiras é o que eu chamo de feiras proprietárias. Assim como os eventos proprietários, que consistem em marcas emprestarem seus nomes a um festival de música, artes, tecnologia, etc (como Skol Beats, Nokia Trends ou Tim Fetival, por exemplo), as feiras proprietárias são feiras de uma marca só, mas que reúnem os produtos licenciados da marca em questão. Aqui no Brasil a Disney tem sua feira há 3 anos e agora é a vez da Maurício de Sousa Produções ter a sua própria feira. 

As vantagens de uma feira proprietária é a oportunidade que a marca oferece aos licenciados de mostrar seus produtos tanto para o público final, quanto para lojistas, evidenciando a qualidade, reforçando a marca e aproximando indústria, varejista, licenciado e público final.

A Expo Mauricio de Sousa acontecerá entre os dias 24 e 26 de Outubro de 2010, no pavilhão E do Transamérica Expo Center.

Expo Maurício de Sousa

Expo Maurício de Sousa - 24 a 26 de Outubro - Transamérica Expo Center

Publicado por: Marcio Ramos | 01/07/2010

Festivais e festas nos links da semana

Hoje uso meu post para compartilhar com quem visita esse espaço algumas coisas que encontrei ao zapear pela internet recentemente. Links que tratam da organização de eventos, de música, e dos pontos de interseção entre ambos.

Começo pelos achados coletados no youtube. Ao ajustar meu canal de vídeos pessoal aproveitei para navegar em páginas relacionadas e caí nesse material que apresenta um pouco da montagem do Skol Sensation, festa que conferi há uns meses. Por um lado, o evento segue um formato pré moldado, criado na Holanda, ponto que facilita o trabalho da organização da equipe local. Por outro, as proporções são gigantescas e uma espiada nos bastidores da montagem dão idéia do empenho necessário para fazer tudo correr dentro do planejado. Certamente algo bem mais demorado que os 30 segundos desse outro vídeo, que mostra em alta velocidade a montagem do palco de um show do Bon Jovi (é, podia ser de uma banda melhor…).

Para me redimir da menção ao rock de arena, lembro que os fãs de música mais antenados (e abonados) encontram no hemisfério norte o destino certo dessa estação. Com o verão dando as caras por lá, a temporada de festivais segue a todo vapor. No último final de semana aconteceu na Inglaterra o tradicional Glastonbury, que chegou a sua 40ª edição, com o mesmo gás de sempre. Dias antes, foi a vez do Sónar dominar Barcelona, conforme cobertura completa acessível aqui. Mesmo para quem não pôde agendar uma folga vale manter-se informado, saber do que está rolando e, quem sabe, programar-se para uma próxima oportunidade.

Indo do making of da organização de grandes festas a videos de apresentações memoráveis de artistas badalados, a avalanche de informações que encontramos na web sempre oferece algumas referências interessantes. Essas são as que cruzaram meu caminho essa semana e de alguma maneira despertaram meu interesse.

Publicado por: Andrea Nunes | 23/06/2010

Brindes de feira

Várias vezes as pessoas vêm me contar sobre um brinde incrível que ganharam de algum expositor em uma das feiras que costumam frequentar. Eu normalmente lhes pergunto de qual empresa provêm esse artigo tão pensado pelos gerentes de marketing e, por muitas vezes, o nome da empresa não é lembrado. E quando pergunto o que as pessoas fazem com os brindes incríveis, uma resposta muito comum é: “dei para meu pai / minha mãe / meu filho”.

Agora eu pergunto a vocês: esse brinde era realmente incrível? Não. A pessoa não conseguiu nem se lembrar do nome da empresa que o entregou, ou seja, a mensagem de marketing falhou.

O propósito de um brinde é aumentar o reconhecimento da sua marca e estar sempre com o seu público-alvo. Então, para que sua empresa faça brindes memoráveis e efetivos, considere o seguinte:

1. O que o seu público-alvo quer

2. O que os ajudará no seu dia a dia, especialmente de trabalho

3. O que eles não podem conseguir facilmente em qualquer lugar

Uma outra dica é pensar em ter diferentes brindes na feira para diferentes tipos de visitantes, pois eles podem servir para diversos fins: como uma recompensa pela visita e participação em alguma apresentação do seu produto em seu estande, como agradecimento aos visitante por lhe dar alguma informação específica e bacana sobre o mercado ou suas necessidades ou como um presente para quem fechar um negócio com você.

Não tenha medo de pensar fora do seu quadrado (to think outside the box, para utilizar a expressão correta), pois você quer que os visitantes do seu estande lembrem-se do brinde e também do seu nome.

Publicado por: Marcio Ramos | 18/06/2010

Pra frente Brasil

Copa é assunto do momento e não tem muito como evitá-lo. Estando no Brasil, até uma volta à pé pelo quarteirão deixa visível o nacionalismo repentido do qual guardo minhas desconfianças. Dessa vez, porém, a Copa se desdobra em dois tópicos. Parte do burburinho trata do evento atual, que está acontecendo na África do Sul, e outra parte, do que acontecerá em terra brasilis, em 2014.

Para que o evento de hoje esteja acontecendo, muito foi investido em obras caras com cronogramas estourados. O resultado até o momento é satisfatório, ainda que com alguns poréns. Se os estádios construídos às pressas conseguem oferecer a infraestrutura, por outro lado a organização peca em detalhes que escapam ao controle. Dessa forma, surgem insurreições de staff contratado para trabalhar nos jogos, corretamente descontente por receber metade do pagamento combinado, e a segurança dos visitantes não é exatamente uma certeza, visto que até mesmo equipes de jornalistas e seleções competidoras já foram alvo de furtos.

E o que nos espera no horizonte em 2014? Gostaria de responder rimando superação com perfeição, mas por hora não é para onde apontam os indícios. Na tradição do jeitinho brasileiro, falhas iniciais têm sido minimizadas, com prazos relativizados e necessidade de adequações desconsideradas. Na empolgação cultural e política por andar sendo visto com mais respeito, talvez falte ao país a noção de que a projeção ainda maior que se busca pede uma nova postura. Mais razão e menos emoção, mais profissionalismo e menos malandragem.

A verdade é que se a lição de casa for bem feita, fica mais fácil continuar crescendo e aparecendo. E daí, de repente, eventos desse porte sejam vistos essencialmente como possibilidade de bons negócios, e o orgulho de ser brasileiro acompanhe o povo o ano inteiro.

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