Publicado por: Marcio Ramos | 29/01/2010

VIPs e mortais

No final do ano passado, em um badalado clube paulistano, a aglomeração na entrada principal misturava público pagante e convidados. Enquanto os primeiros amargavam longa espera sob a justificativa de casa cheia, os VIP e insiders que chegavam rapidamente acionavam um contato, cumprimentavam a hostess e passavam à frente de todos. A cena se repetiu ao longo do evento, gerando reclamações formalizadas em e-mail nos dias que se seguiram e, em tempos de web 2.0, burburinho online entre os habitués da casa.

Dos que se manifestaram contra a situação, a maioria apontou como absurdo o tratamento especial dado a determinados clientes. Poucos, porém, lembraram que já estiveram do outro lado da história recebendo atendimento preferencial, seja na pista, na padaria que freqüentam há anos ou no restaurante favorito.

Fato é que cliente VIP existe, mas não é gente pertencente a uma casta superior. Do ponto de vista de uma balada, são aquelas pessoas que fazem diferença para o negócio (colaboradores, personagens que geram repercussão, celebridades, etc). É normal que essa atenção diferenciada seja dada a uma quantidade reduzida de gente. Afinal, se por um lado o produtor precisa dessas pessoas, por outro não é interessante deixar metade do público de uma festa entrar de graça. Sem pagantes a conta não fecha, pois em eventos do tipo a grana do consumo no bar costuma ficar com a casa.

Rolou erro ao categorizar clientela da noite? Nem tanto. Má organização? Certamente. Como mencionado, nessa festa a pequena multidão na entrada misturava todo o público. Havia pouca informação, e a fila não andava, sendo o tempo todo cortada pelos VIP. O ideal nesse caso seria ter estruturado um sistema mais claro de acesso ao evento. A entrada de públicos distintos poderia ter ocorrido por portas diferentes e, definitivamente, era necessário existir uma proporção entre o fluxo de ambas fila para que ninguém desistisse frente a uma espera interminável.

Naquela noite cheguei cedo, e consegui entrar na balada em questão sem passar por maiores perrengues. Gostei do som, me diverti, e concordei com amigos lá presentes que a festa estava ótima. Não fosse a repercussão negativa da bagunça que rolou do lado de fora, essa seria a opinião a prevalecer.

Eu sou o Márcio, e pretendo aparecer por aqui mais vezes para falar sobre esses momentos em que a diversão cruza com um olhar marqueteiro.

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Responses

  1. Excelente texto, Márcio! A organização nas portas das baladas que recebe uma clientela VIP quase sempre deixa a desejar.

  2. Obrigado pelo elogio, Andréa! Os promoters por vezes pisam na bola, mas se souberem levar as críticas pelo lado positivo podem tirar boas lições.

  3. […] Alinhada à nova perspectiva profissional, surgiu a possibilidade de atuar como colaborador em um blog focado em comunicação, eventos e marketing. A quem interessar, o primeiro de diversos posts que pretendo subir na página está aqui. […]


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