Publicado por: Marcio Ramos | 06/08/2010

Atacando de DJ

(Foto:reprodução)

Há algumas semanas comprei a edição mais recente da revista MixMag, porém por conta de um motivo pincelado no meu último post, tempus fugit, só anteontem fui folhear a publicação. Após devorar a ótima entrevista do James Murphy, músico cujo trabalho admiro, bati o olho na coluna da Cláudia Assef, onde li uma frase com a qual concordo muito: Cada pista tem o DJ que merece. Por que? Vamos lá.

Hoje, prolifera um tipo de persona curiosa na noite, a celebridade-DJ. Apesar do nome parecido, trata-se de alguém bastante diferente dos DJs-celebridade. Enquanto esses últimos surgiram na década passada quando fama e atenção alcançaram profissionais geralmente gabaritados, o primeiro apareceu recentemente e virou essa história de pernas para o ar.  Trato aqui daqueles famosos de toda sorte que “atacam de DJ”. Nesse caso o cenário tende a seguir outro tipo de conceito, onde a cena clássica é uma celebridade do primeiro ou segundo escalão fazendo pose para fotos enquanto meramente troca CDs ou deixa algum set pronto rolar.

Postas as diferenças entre esses personagens e os DJs de verdade, que fazem pesquisa musical e vão criando seus sets ao sentir o clima da pista, pondero que ao menos por enquanto há espaço para ambos.

Existe público para as celebridades-DJ. A audiência delas vai de quem consome revistas de fofocas a que vai a uma festa mais interessado em ver de perto determinada personalidade do que em ouvir boa música. Dependendo do perfil do evento, a música realmente torna-se apenas um detalhe menor. E para não me eximir completamente de culpa, busco um exemplo extremo. Acho que até eu teria a curiosidade bizarra de conferir alguém como o príncipe de Gales apresentando seu set em uma balada.

Por outro lado, assistir à apresentação de um artista de trabalho consolidado e que investe em sonoridades que me atraem me motivaria a trocar meu dinheiro por um ingresso por razões bastante diferentes. Ao mesmo tempo, do lado do profissional de eventos, tirar do papel uma festa pautada por curadoria musical séria é algo alinhado a outros objetivos e estratégias, obviamente focado em outro perfil de audiência.

Descontados os atritos entre os dois lados, fato é que cada pista, cada situação e cada projeto tem o DJ que merece. Afinal como diz o ditado popular… “uma coisa é uma coisa, outra coisa, é outra coisa”.

Para fechar, lembro que na mesma revista há o anúncio da ExpoParty, bonito e extremamente merecedor de menção. Vale passar nas bancas conferir.

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Responses

  1. Marcio, comentamos sobre o celebridade-DJ há pouquíssimo tempo aqui no escritório. É incrível como qualquer um que aparece na mídia pode atacar de DJ em festinhas do meio… E quem acaba perdendo é gente como nós, que busca na noite um som de qualidade.
    Ah, obrigada pela menção do anúncio! Que bom que gostou! Bjos

    • Oi Déa!

      Não poderia deixar de comentar sobre o anúncio visto que foi uma grata surpresa dar de cara com ele na revista. Parabéns again!

      No mundo das sub-celebridades tendência é entrar num reality show, lançar carreira artística, atacar de DJ, apertar o play e sorrir pra foto! E esse povo ainda tem público… Rs.

      Bj bj


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