Publicado por: Andrea Nunes | 10/02/2010

O tal do encasulamento

Recentemente descobri uma empresa de pesquisa muito bacana nos Estados Unidos, a Center for Exhibition Industry Research (www.ceir.org), que pesquisa o comportamento de visitantes e expositores em diversas feiras do país do Tio Sam.

Os resultados de pesquisas estão disponíveis para compra no site, mas eles também possuem algumas apresentações em Power Point que são gratuitas para download.

A primeira apresentação que salvei tinha o título “Power of Exhibitions in the 21st Century”, ou “O poder das exposições no século 21”. Comecei a analisar os dados e um deles me chamou muito a atenção: a principal razão para jovens visitantes, com idades entre 25 e 39 anos, não comparecerem às feiras é conveniência.

A primeira coisa que me veio à cabeça foi: “será que ficamos tão preguiçosos assim?” Maldita Faith Popcorn, que começou com essa idéia de encasulamento! E maldita necessidade de se auto-promover que esses jovens executivos têm.

Fazer TV é bacana porque aparece, assim como patrocinar o reveillon no Copa é legal para contar vantagens para os amigos. Tudo isso é muito bacana, mas e o lugar onde se realmente tem o olho no olho com o cliente? E, para os visitantes, onde mais se encontra novidades e se descobre que existe uma empresa que presta um serviço muito parecido com o daquele seu fornecedor, mas pela metade do preço?

Deixar de ir a uma feira por não precisar sair de frente do seu computador é perder o contato com o mercado. É deixar de fazer networking e se esquecer do tão comentado benchmark. Tudo isso acontece em apenas um lugar e em um dia é possível ver, aprender e resolver muita coisa. Isso sim é conveniência.

Mas nem tudo está perdido. A desculpa esfarrapada da falta de conveniência não foi boa o bastante para 53% dos entrevistados, que, segundo a pesquisa, visitam todas as feiras do seu setor. Nem para outros 37% que visitam algumas feiras de seu segmento. São poucos os preguiçosos e espero que isso não seja contagioso.

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Responses

  1. Realmente Andréa, comodismo e a famosa preguiça são características sempre presentes em profissionais descuidados, que com certeza não estão entre aqueles considerados de sucesso. Networking, benchmark, presença em campo e, por que não, presença em feiras e eventos são indispensáveis. Um Abraço, Mayra.


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